Suporte Técnico

Como clonar HD do Windows com Clonezilla

19 de setembro de 2026 29 min de leitura

Este passo a passo mostra como clonar HD do Windows (ou SSD) criando uma imagem completa do disco, com o Clonezilla, uma ferramenta de clonagem de disco livre, sem precisar de um segundo disco vazio do mesmo tamanho para receber o clone. Cada tela do assistente está explicada: o que ela mostra, o que cada opção faz, o que escolhemos e por quê.

Ambiente testado — 19/09/2026

  • Ferramenta: Clonezilla Live 3.3.3-15-amd64 (a versão aparece como cl-3.3.3-15 no canto da tela do passo 2).
  • Disco de origem: SSD de 119,2 GB de um totem Windows de uma academia (cliente anonimizado), com quatro partições (sda1 a sda4).
  • Disco de destino: HD USB de 931,5 GB em NTFS, já com outros dados (335,6 GB livres).
  • Fluxo: device-imagelocal_dev → modo Beginner → savedisk.
  • Registro: as telas descritas foram fotografadas durante o procedimento real.

Os passos 1 a 20 cobrem o processo até o início da gravação. As seções “Depois da gravação” e “Cuidados ao restaurar” seguem como cenário de referência, com base na documentação.

O que é o Clonezilla e para que serve

O Clonezilla é um programa de imagem e clonagem de partições e discos. Segundo o projeto, ele serve para implantação de sistemas e para backup e recuperação “bare metal” (o equipamento inteiro, do sistema aos programas), e, nos sistemas de arquivos suportados, como NTFS e FAT, grava apenas os blocos em uso do disco. A tela inicial informa que ele é software livre (GPL) e que vem sem nenhuma garantia. Existem versões para uma máquina por vez (Clonezilla Live, a que usamos) e versões para implantação em massa (Clonezilla lite server e SE).

Como ele roda a partir de um pen drive, não depende do Windows instalado no equipamento: você liga a máquina pelo pen drive e trabalha com o disco de fora do sistema. Isso é necessário porque, segundo o projeto, o Clonezilla não faz imagem nem clonagem com a partição em uso: ela precisa estar desmontada.

Clone em imagem ou disco a disco: qual escolher

No clone disco a disco (modo device-device), o conteúdo de um disco é copiado direto para outro, e os dois precisam estar acessíveis ao mesmo tempo. No clone em imagem (modo device-image, o que usamos), o conteúdo do disco vira uma pasta de arquivos em outro disco ou em um servidor de rede, e essa pasta pode ser restaurada depois.

Ponto Imagem (device-image) Disco a disco (device-device)
Disco de destino Precisa só de espaço livre. Pode ser um HD que já tem outros dados: a imagem vira uma pasta nova. Precisa de um disco de destino ligado durante a cópia, e o conteúdo dele é substituído.
Guardar versões Cada imagem é uma pasta independente com nome próprio, então dá para guardar várias no mesmo HD. O Clonezilla não implementa backup incremental ou diferencial (limitação listada pelo projeto): cada versão ocupa espaço novo. O resultado é o próprio disco clonado.
Reaproveitar depois A mesma imagem pode ser restaurada em um ou em vários discos. Para repetir a cópia, é preciso clonar de novo.

Sobre o espaço: para NTFS e FAT, o Clonezilla salva apenas os blocos em uso, e não o disco inteiro. Um exemplo do nosso teste: o SSD do totem tem 119,2 GB e quatro partições. A primeira delas, a sda1, é a menor (100 MB) e mostrou na tela do Partclone 104,9 MB de tamanho e 32,4 MB em uso (passo 20): só esses 32,4 MB precisam ser salvos. Esses números são só da sda1, não do disco todo. Depois de selecionados, os dados ainda passam por compressão (passo 12).

Nossa regra de decisão: use disco a disco quando o disco novo já está em mãos e a troca é agora. Use imagem quando o objetivo é guardar o estado do equipamento para restaurar depois, manter versões ou preparar vários equipamentos iguais. Foi o nosso caso: o segundo disco não estava disponível no momento, e o totem já estava com a configuração pronta.

Como usar a imagem no dia a dia

  • Equipamentos de função fixa (totem, quiosque, recepção, caixa, servidores e afins): a imagem guarda o Windows já configurado. Se o disco falhar ou o sistema corromper, restaurar a imagem permite voltar ao estado configurado sem reinstalar e reconfigurar manualmente. Em servidores, a imagem cobre o sistema e a configuração; os dados que mudaram depois da imagem dependem do backup em rotina (veja o quadro sobre backup mais abaixo). Para o equipamento que não pode parar, isso entra na continuidade operacional do negócio.
  • Ponto de retorno antes de mudanças: gere uma imagem antes de uma atualização grande ou da troca de um programa.
  • Vários equipamentos iguais: segundo o projeto, uma imagem pode ser restaurada em vários discos locais, e o Clonezilla SE e o lite server são descritos como capazes de clonar mais de 40 computadores simultaneamente, com multicast. Para Windows, a Microsoft só dá suporte a esse uso com a instalação preparada com Sysprep: veja o quadro abaixo. Cenário de referência: não testamos essa modalidade aqui.
  • Troca de disco: a imagem pode ser restaurada em um disco novo. O projeto lista como limitação que a partição de destino deve ser igual ou maior que a de origem, e o manual do ocs-sr traz opções para criar a tabela de partições proporcionalmente ao disco de destino (-k1) e para redimensionar a partição (-r); leia antes de restaurar em disco de tamanho diferente.
  • Cópia fora do local: um HD com as imagens guardado em outro lugar mantém o estado do equipamento fora do próprio local de uso.

⚠️ Restaurar em outro hardware é diferente de recuperar o mesmo equipamento

O que fizemos neste guia é recuperação: a imagem do totem serve para devolver o próprio totem (ou um disco substituto dele) ao estado configurado.

Ao restaurar a mesma imagem em outro computador, a regra da Microsoft é que a instalação do Windows seja preparada com sysprep /generalize antes de a imagem ser criada, mesmo que o hardware seja idêntico. Sem esse preparo, a Microsoft considera esse uso não suportado. “Não suportado” quer dizer que a Microsoft não dá suporte a esse uso; não é uma afirmação de que o Windows não vai iniciar. O resultado depende do hardware e dos drivers, principalmente do controlador de disco (veja o erro INACCESSIBLE_BOOT_DEVICE na seção de cuidados), e só um teste de restauração no equipamento de destino mostra o que acontece.

A Microsoft também informa que não suporta o uso do Sysprep em um Windows já implantado, nem para fins diferentes da criação de imagem. Portanto, não rode o Sysprep no equipamento que está em produção. Para implantar em outros equipamentos com suporte da Microsoft, parta de uma instalação de referência preparada para isso. Fontes: opções de linha de comando do Sysprep e visão geral do Sysprep.

Imagem de sistema não substitui backup de dados

A imagem é um retrato do equipamento no momento em que foi criada. Arquivos, bancos de dados e sistemas que mudam diariamente precisam de backup em rotina, com monitoramento e teste de restauração, como o do backup corporativo monitorado, com teste periódico de restauração. A imagem restaura o equipamento; o backup protege os dados que mudam. Além disso, segundo o projeto, a imagem do Clonezilla não pode ser explorada nem montada, e não é possível recuperar um único arquivo dela (o projeto descreve um método alternativo). Para recuperar um arquivo apagado, use um backup de arquivos.

O que você precisa ter em mãos

  • Pen drive com o Clonezilla Live. Baixe a versão Live no site oficial do Clonezilla e grave em um pen drive. O arquivo ISO é do próprio Clonezilla, não da imagem do seu disco.
  • Disco de destino com espaço livre. Pode ser um HD ou SSD externo que já tenha outros dados. No teste, usamos um HD USB em NTFS com 335,6 GB livres para um SSD de 119,2 GB.
  • Um disco diferente do que será copiado. A própria tela do passo 3 avisa que você não deve montar como repositório a partição que deseja copiar.
  • Teclado. O assistente funciona por teclado: setas para mover, Tab para trocar de botão, barra de espaço para marcar e Enter para confirmar.

Inicie o computador pelo pen drive do Clonezilla Live e, no assistente, escolha o modo device-image. A partir daqui começam as telas deste guia.

Como o Clonezilla nomeia os discos: sda, sdb e sdc

O Clonezilla roda sobre Linux e identifica cada disco por um nome: sda é o primeiro disco do sistema, sdb o segundo, e assim por diante; os números são as partições (sda1, sda2). A letra depende da ordem em que o sistema detecta os discos, então confira pelo modelo e pelo tamanho, não só pela letra. No nosso teste:

Nome Tamanho e modelo Papel no procedimento
sda 119,2 GB, SSD Origem: o disco do totem, que será copiado
sdb 28,7 GB, SanDisk 3.2Gen1 Pen drive de boot do Clonezilla
sdc 931,5 GB, ST1000LM025 Destino: HD USB onde a imagem será gravada

Discos NVMe seguem outro padrão de nome: o primeiro é nvme0n1 e suas partições são nvme0n1p1, nvme0n1p2 e assim por diante (Arch Wiki — Device file). Se o seu equipamento tem SSD NVMe, procure por esse nome no lugar de sda; a conferência por modelo e tamanho continua valendo.

Clonezilla passo a passo: como clonar HD do Windows em imagem

Passo 1 — Escolher onde a imagem será gravada (local_dev)

O Clonezilla precisa saber onde a imagem será salva (ou de onde será lida). Esse lugar é chamado de repositório de imagem e é montado na pasta /home/partimag do próprio Clonezilla. Cada opção da tela é um tipo de repositório:

Opção na tela O que faz Nossa escolha
local_dev Usa um dispositivo local: disco rígido ou dispositivo USB ligado a esta máquina. Esta.
ssh_server Usa um servidor SSH (outro computador na rede). Não
samba_server Usa um servidor SAMBA, uma pasta compartilhada de rede. Não
nfs_server Usa um servidor NFS. Não
webdav_server Usa um servidor WebDAV. Não
s3_server Usa um servidor AWS S3. Não
enter_shell Abre a linha de comandos para você montar o repositório manualmente. Não
ram_disk Usa a memória. A tela indica que é recomendado para BitTorrent ou multicast de um dispositivo bruto. A memória é apagada quando o computador é desligado. Não
skip Usa um /home/partimag que já exista. A própria tela marca como “NÃO RECOMENDADO”. Não

Por que local_dev: não depende de rede e é simples de configurar quando existe um HD ou pen drive com espaço livre e deixa a imagem em um disco que você pode guardar e levar.

Passo 2 — Conectar o HD de destino quando o Clonezilla pedir

Esta tela executa o comando ocs-scan-disk a cada 3 segundos e lista os discos detectados. A mensagem em amarelo diz que você pode inserir o dispositivo de armazenamento agora, se quiser usá-lo, e aguardar a detecção. A instrução final é Press Ctrl-C to exit this window: quando o disco de destino aparecer na lista, pressione Ctrl+C para fechar esta janela e continuar.

Nossa escolha: deixar o HD de destino desconectado até esta tela e só então ligá-lo. Assim, o disco novo que surge na lista é o destino, e fica mais difícil confundir com o disco de origem. A tabela do início do guia mostra o resultado: sda (SSD, origem), sdb (pen drive) e sdc (HD USB, destino).

Passo 3 — Escolher a partição do repositório (sdc1)

A tela pede para montar um dispositivo como /home/partimag e traz um aviso: você não deve montar a partição que deseja copiar. Cada linha segue o formato nome tamanho|sistema de arquivos|modelo|rótulo|caminho|serial.

Linha O que é Escolha
sda1 — 100M, vfat Partição do SSD do totem (origem) Não
sda2 — 16M, sem sistema de arquivos Partição do SSD do totem (origem) Não
sda3 — 118,6G, ntfs Partição do SSD do totem (origem) Não
sda4 — 509M, ntfs Partição do SSD do totem (origem) Não
sdc1 — 931,5G, ntfs, ST1000LM025 Partição do HD USB (o caminho da linha traz “usb”) Esta.

⚠️ O cursor começa em sda1

Ao abrir a tela, o destaque vermelho está na primeira linha, sda1, que é do disco de origem. Use a seta para baixo até sdc1 e confira o tamanho (931,5G) e o modelo (ST1000LM025) antes de pressionar Enter.

Passo 4 — Verificação do sistema de arquivos do repositório (no-fsck)

Opção na tela O que faz Nossa escolha
no-fsck Ignora a verificação e reparo do sistema de arquivos antes da montagem. Esta.
fsck Verifica e repara interativamente o sistema de arquivos antes de montar. Não
fsck-y Verifica e repara automaticamente. A própria tela avisa: “cuidado!”. Não

Por que no-fsck: o HD de destino já tinha outros dados, e o objetivo aqui é apenas gravar uma pasta nova nele. Reparo automático em um disco com dados de terceiros é uma alteração que não precisamos fazer para gravar a imagem. Se a montagem falhar, verifique o HD no Windows e repita o processo.

Passo 5 — Escolher a pasta do repositório: o que vale é o nome do diretório selecionado

O destaque na lista é só o cursor

A pasta em que a imagem será gravada é a indicada na linha “Nome de diretório atualmente selecionado”. Na nossa tela ela mostra “/”, a raiz do HD, e o “Caminho para o recurso” mostra /dev/sdc1[/]. O item destacado na lista ($RECYCLE.BIN) só indica onde o cursor está: a pasta muda quando você entra nela com Enter ou <Browse>.

Elemento da tela O que faz
Caminho para o recurso Mostra o dispositivo e o caminho em uso. Aqui deve aparecer o HD de destino (/dev/sdc1[/]).
Nome de diretório atualmente selecionado É a pasta que será usada como repositório. “/” é a raiz do HD.
Lista de pastas Pastas dentro do diretório atual. Pastas marcadas com CZ_IMG são imagens Clonezilla já existentes: a tela orienta a não escolhê-las, porque elas só servem para você ver a lista de imagens do diretório.
<Browse> Entra na pasta que está destacada na lista.
<Done> Confirma o diretório atualmente selecionado. A tela orienta usar a tecla Tab para chegar até ele.
<ABORT> Sai da navegação de diretórios.

Nossa escolha: pressionar Tab até destacar <Done> (passando por <Browse>) e confirmar com Enter, sem entrar em nenhuma pasta. Assim, a imagem fica na raiz do HD, separada das pastas que já existiam.

⚠️ Se aparecer /root/, você não está no HD de destino

Em uma das nossas tentativas, a mesma tela mostrou “Caminho para o recurso: /root/, nome de diretório “root”, uma lista sem nenhuma pasta e, no rodapé, o comando mount --bind -o noatime /root /home/partimag. A pasta /root pertence ao sistema do próprio Clonezilla, não ao HD de destino. Reiniciamos o assistente antes de gravar qualquer imagem e refizemos o processo do início. Não afirmamos aqui qual passo levou a essa tela.

Passo 6 — Conferir o log da montagem antes de continuar

Depois do Done, o Clonezilla monta o repositório e mostra o uso de espaço. Esta é a tela de conferência do destino: aqui você vê, em números, para onde a imagem vai.

Campo Valor no teste O que conferir
SOURCE /dev/sdc1 Deve ser o HD de destino.
FSTYPE fuseblk Sistema de arquivos montado via FUSE; foi o que apareceu para o NTFS do HD.
SIZE 931,5G Tamanho do HD de destino.
USED / AVAIL / USE% 595,9G / 335,6G / 64% O espaço livre precisa comportar a imagem. Nosso SSD de origem tem 119,2G no total.
TARGET /home/partimag Ponto de montagem do repositório.

A primeira linha, mount --bind -o noatime /tmp/ocsroot_bind_root /home/partimag, tem origem em /tmp/ocsroot_bind_root, e não em /root como na tentativa que refizemos. Pressione Enter para continuar.

Passo 7 — Sincronizar o horário sem internet

O Clonezilla pergunta se deve sincronizar o horário do sistema live. Como o equipamento estava sem internet, a mensagem informa que será usado o horário obtido da BIOS e que o sistema precisa de informações de fuso horário. Depois, ele oferece o menu de fuso horário: “Escolha seu fuso horário no próximo menu de diálogo se assim desejar. Você tem certeza de que deseja continuar? (Y/n)”.

Nossa escolha: responder n e pular a escolha do fuso horário. O horário mostrado no log (07:53) coincidia com a hora local real do equipamento (o log o chama de UTC, mas o valor batia com o relógio local), então o relógio da BIOS estava certo e não precisamos ajustar nada. Se o horário do seu log estiver diferente da hora real, responda y e escolha o fuso no menu.

Passo 8 — Modo Beginner

Opção na tela O que faz Nossa escolha
Beginner Modo iniciante: aceita as opções padrão. Esta.
Expert Modo avançado: você seleciona suas próprias opções. Não
Exit Sai e abre a linha de comandos. Não

Por que Beginner: reduz o número de decisões e mantém o assistente guiado. Mesmo assim, ele ainda pergunta as escolhas que importam para a imagem (compressão, verificação, criptografia e ação final), e cada uma está explicada nos passos seguintes.

Passo 9 — Salvar o disco inteiro (savedisk)

Opção na tela O que faz Nossa escolha
savedisk Salva o disco local inteiro como imagem. Esta.
saveparts Salva apenas partições locais como imagem. Não
exit Sai e abre a linha de comandos. Não

Por que savedisk: queremos guardar o totem por inteiro, com todas as partições do SSD (sda1 a sda4). saveparts serve quando você quer só algumas partições.

O aviso no topo da tela diz que o Clonezilla “escreverá os dados em seu disco rígido ao restaurar” e recomenda ter cópia dos arquivos importantes antes de restaurar. É na restauração que o disco de destino é escrito; guarde essa informação para a seção de cuidados. A tela também lembra que, quando houver várias opções, a barra de espaço marca a seleção.

Passo 10 — Dar um nome à imagem

O nome que você digitar vira a pasta da imagem dentro do repositório. A tela avisa que alguns nomes têm significado especial e cita ask_user, autoname, autoname-* e autoproductname. Segundo o manual do ocs-sr, ask_user pede que o usuário digite o nome, autoname gera o nome a partir do endereço MAC e do horário, e autoproductname usa o modelo do equipamento.

Nossa escolha: um nome próprio, no padrão TIPO-CLIENTE-DATA. Sem espaços nem acentos, para ler a pasta sem problemas em outros sistemas (essa é uma recomendação nossa, não uma exigência do Clonezilla). Evite usar as palavras reservadas como nome.

Passo 11 — Escolher o disco de origem

A linha mostra sda 119.2G|SSD|pci-0000_00_17_0-ata-2_0|block:512|serial: nome, tamanho, tipo, caminho do dispositivo, tamanho de bloco e número de série. A tela orienta que a barra de espaço marca a seleção e que aparece um asterisco (no nosso caso, [x]) quando ela é feita. Confirme que a linha está marcada antes de pressionar Enter.

Só o SSD aparece na lista. O pen drive do Clonezilla e o HD do repositório estão em uso e ficam de fora: o log do passo 18 mostra a mensagem Excluding busy partition. Nossa escolha: sda, o SSD de 119,2G do totem.

Passo 12 — Compressão da imagem (-z9p)

Opção na tela O que faz Nossa escolha
-z1p Compressão gzip paralela (pigz), para usar vários núcleos do processador. O gzip (-z1) é o formato que o manual do ocs-sr indica como padrão. Não
-z9p Compressão zstd paralela (zstdmt), também para vários núcleos. Esta.

Por que -z9p: é a compressão paralela em zstd que esta versão oferece, e a própria tela orienta a manter os valores padrão em caso de dúvida. Não comparamos o desempenho das duas opções neste teste. Guarde junto com o HD das imagens o pen drive com a versão do Clonezilla usada (3.3.3-15) para restaurar depois.

Passo 13 — Verificação do sistema de arquivos de origem (-sfsck)

Opção na tela O que faz Nossa escolha
-sfsck Ignora a verificação e correção do sistema de arquivos de origem. Esta.
-fsck Verifica e corrige interativamente o sistema de arquivos de origem antes de salvar. Não
-fsck-y Verifica e corrige automaticamente (a tela avisa: “Cuidado!”). Não

Por que -sfsck: a tela informa que essa opção é apenas para sistemas de arquivos com suporte adequado no fsck do GNU/Linux, como ext2/3/4, reiserfs, xfs, jfs e vfat, e não serve para NTFS, que é o caso das partições do Windows. Além disso, a correção altera o disco de origem, que é a fonte dos dados que você quer proteger. Numa cópia de segurança, o disco de origem deve ser apenas lido.

Passo 14 — Verificar a imagem depois de salvar

Opção na tela O que faz Nossa escolha
Sim, verificar a imagem salva Depois de salvar, verifica se a imagem é restaurável. A tela informa que essa ação apenas verifica e não escreve dados no disco rígido. Esta.
-scs Pula a verificação da imagem salva. Não

Por que verificar: a verificação acrescenta tempo ao final do processo, mas aponta uma imagem ilegível ainda no dia em que ela foi criada, e não só quando você precisar dela. Ela confirma que a imagem é restaurável; não substitui o teste de restauração em um disco de teste, que mostra se o Windows realmente inicia.

Passo 15 — Criptografia da imagem (-sgoc)

Opção na tela O que faz Nossa escolha
-sgoc Não criptografar a imagem. Esta.
-goc Criptografa a imagem via gocryptfs, um sistema de arquivos FUSE com criptografia por arquivo. Não
-enc Criptografa a imagem via ecryptfs. A tela marca como “descontinuado em breve”. Não

Por que não criptografamos: o HD com as imagens fica sob controle da equipe. Se o HD circular entre pessoas ou sair do seu controle, avalie criptografar. A tela deixa um aviso que vale para essa decisão: você deve lembrar a senha, porque, sem ela, a imagem não será utilizável no futuro. Registre a senha antes de ativar.

Passo 16 — Copiar os arquivos de log para o pen drive (-plu)

Opção na tela O que faz Nossa escolha
-plu Copia os arquivos de log para a unidade USB do Clonezilla, se ela existir. Esta.
Não Não copia os arquivos de log, ainda que a unidade exista. Não

Por que sim: a tela orienta manter o padrão e apenas pressionar Enter, e os logs ficam no pen drive para consulta caso algo falhe.

Passo 17 — O que fazer quando terminar (-p choose)

Opção na tela O que faz Nossa escolha
-p choose Pergunta se reinicia, desliga etc. quando tudo estiver terminado. Esta.
-p true Entra na linha de comandos. Não
-p reboot Reinicia. Não
-p poweroff Desliga. Não

Por que -p choose: a máquina não reinicia nem desliga sozinha. Você lê o resultado na tela e decide o próximo passo.

Passo 18 — O comando gerado pelo assistente

Com todas as respostas dadas, o assistente mostra em verde o comando equivalente, com a frase “Na próxima vez você pode executar este comando diretamente”, e informa que ele também é salvo em um arquivo em /tmp (o nome do arquivo aparece na tela). O nosso comando, com o nome da imagem substituído por um exemplo:

/usr/sbin/ocs-sr -q2 -c -j2 -edio -z9p -i 0 -sfsck -sgoc -plu -p choose savedisk "NOME-DA-IMAGEM" sda

⚠️ Adapte antes de reutilizar

Troque NOME-DA-IMAGEM pelo nome da sua imagem e sda pelo disco de origem do seu ambiente, conferido por modelo e tamanho. Só execute com o repositório já montado (passos 1 a 6). Se o disco de origem estiver errado, você gera a imagem do disco errado.

Trecho O que faz (segundo o manual do ocs-sr) Vem de
-q2 Usa o Partclone para salvar as partições. Padrão do assistente
-c Espera a sua confirmação antes de salvar. Padrão do assistente
-j2 Usa dd para clonar os dados entre o MBR (primeiro setor) e a primeira partição. Padrão do assistente
-edio Habilita o modo de I/O direto do Partclone; o manual cita SSD NVMe. O assistente incluiu essa opção sozinho neste teste. Assistente
-z9p Comprime com zstd paralelo. Passo 12
-i 0 Define o tamanho, em MB, para dividir a imagem em vários arquivos. O valor 0 não cria arquivos de zero MB: significa não dividir. O projeto informa que, por padrão, a imagem de uma partição não é dividida (-i 0). Assistente
-sfsck Pula o fsck no sistema de arquivos de origem. Passo 13
-sgoc Pula a criptografia com gocryptfs. Passo 15
-plu Copia os arquivos de log para o pen drive do Clonezilla. Passo 16
-p choose Pergunta a ação ao terminar. Passo 17
savedisk NOME sda Salva o disco inteiro sda como imagem com esse nome. Passos 9, 10 e 11

Repare que o comando não traz -scs (pular a verificação da imagem). Por isso a verificação do passo 14 continua ativa.

Passo 19 — Confirmação final antes de gravar

A tela diz “O passo seguinte é salvar o disco/partição nesta máquina como uma imagem” e lista o que será salvo: o disco sda (119,2G) e as partições sda1 (100M, vfat), sda2 (16M, sem sistema de arquivos), sda3 (118,6G, ntfs) e sda4 (509M, ntfs). A seta (->) mostra o destino: /home/partimag/NOME-DA-IMAGEM, ou seja, uma pasta com o nome escolhido no passo 10, dentro do repositório.

Última pergunta: “Você tem certeza de que deseja continuar? [y/n]”. Confira o disco de origem e o destino e responda y. Depois dessa resposta, a gravação começa.

Passo 20 — A gravação começa (Partclone)

O Clonezilla usa o Partclone para ler cada partição selecionada e gravar no repositório. O log do passo 18 lista as quatro partições que serão salvas: sda1, sda2, sda3 e sda4. Na primeira, a sda1 (a menor das quatro, com 100 MB), o Partclone informa:

Campo na tela Valor O que significa
File system FAT32 Tipo de sistema de arquivos da partição sda1.
Device size 104,9 MB = 204.800 blocos Tamanho total da sda1. É a mesma partição de “100M” da lista do passo 3: 100 MiB equivalem a cerca de 104,9 MB.
Space in use 32,4 MB = 63.248 blocos Espaço em uso: é o que o Clonezilla precisa salvar.
Free Space 72,5 MB = 141.552 blocos Espaço livre, que não precisa ser salvo.
Data Block Process / Total Block Process Barras de progresso Andamento da partição atual e do total.

Esses números são só da sda1. As outras partições passam pelo mesmo processo, e a maior delas, a sda3, tem 118,6 GB (passo 3).

Durante a gravação, não desligue nem retire os discos. Como escolhemos -p choose, o Clonezilla só pergunta o que fazer quando terminar tudo.

Depois da gravação: confira e teste a restauração

Cenário de referência: esta seção descreve o que configuramos e boas práticas, sem resultado de execução.

  • Como escolhemos verificar a imagem (passo 14), o Clonezilla faz essa checagem depois de salvar. Leia o resultado antes de escolher reiniciar ou desligar no menu do passo 17.
  • Ligue o HD de destino em outro computador e confira que existe a pasta com o nome da imagem, dentro do diretório que você escolheu no passo 5.
  • Guarde o pen drive do Clonezilla da mesma versão junto com o HD das imagens e anote, no nome da imagem ou em um registro, o equipamento e a data.

Backup sem restauração testada não é uma estratégia de recuperação. Restaure a imagem em um disco de teste e confirme que o Windows inicia e que o equipamento faz o que deveria fazer (por exemplo, abrir o sistema ou a página para o qual foi configurado). Só então você sabe se a imagem restaura o equipamento.

Cuidados ao restaurar em outro computador

Cenário de referência: baseado na documentação do Clonezilla e da Microsoft; não executado neste teste.

  • Restaurar escreve no disco de destino. É o aviso da tela do passo 9. Confira modelo e tamanho do disco antes de confirmar e mantenha cópia do que houver nele.
  • Hardware diferente muda o cenário. A Microsoft lista o modo do controlador de armazenamento (como AHCI) e a compatibilidade dos drivers de disco entre os itens a verificar quando o Windows para com o erro INACCESSIBLE_BOOT_DEVICE (código 0x7B); veja a documentação da Microsoft sobre esse erro. A compatibilidade da imagem com outro computador depende do modo do controlador e dos drivers presentes no Windows da imagem. Por isso, faça o teste de restauração no tipo de equipamento em que a imagem será usada.
  • Outro computador: a Microsoft não suporta sem Sysprep. A Microsoft determina sysprep /generalize antes de criar a imagem destinada a outro computador, mesmo com hardware idêntico (documentação da Microsoft). Isso não impede o Clonezilla de restaurar a imagem, mas o Windows pode não iniciar ou exigir ajustes; teste no equipamento de destino e confira também a ativação e a licença do Windows nele. Restaurar o próprio equipamento é recuperação.
  • Discos de tamanhos diferentes. O projeto lista como limitação que a partição de destino deve ser igual ou maior que a de origem. As opções de restauração do ocs-sr incluem criar a tabela de partições proporcionalmente (-k1) e redimensionar a partição (-r). Leia o manual do ocs-sr antes de restaurar.

Perguntas frequentes

O Clonezilla grava um arquivo ISO com a imagem do disco?

Não. O ISO é o do próprio Clonezilla Live, que você grava no pen drive. A imagem do disco é gravada como uma pasta com o nome que você escolheu, dentro do repositório: no passo 19, o destino aparece como /home/partimag/NOME-DA-IMAGEM. O manual e a documentação de nomes reservados tratam o nome da imagem como nome de diretório.

Posso gravar a imagem em um HD que já tem dados?

No nosso teste, sim: o HD de destino tinha outras pastas (passo 5) e o destino da imagem foi uma pasta nova dentro do repositório (passo 19). Nenhuma das telas deste fluxo oferece formatar o HD de destino. Confira apenas se há espaço livre suficiente no log do passo 6 e escolha a raiz ou uma pasta separada, sem entrar em pastas marcadas com CZ_IMG.

Qual a diferença entre -z1p e -z9p?

-z1p comprime com gzip paralelo e -z9p com zstd paralelo; ambos usam vários núcleos. Escolhemos -z9p, O manual do ocs-sr indica o gzip (-z1) como padrão. Como não comparamos as duas neste teste, não afirmamos qual é mais rápida ou menor aqui.

Por que escolher -sfsck e não fsck no disco de origem?

A tela informa que a verificação serve para sistemas como ext2/3/4, reiserfs, xfs, jfs e vfat, e não para NTFS. Além disso, o -fsck-y corrige automaticamente, o que altera o disco de origem. Para a cópia, o disco de origem deve ser apenas lido.

A imagem pode ser restaurada em outro computador?

Depende do hardware de destino. A Microsoft cita o modo do controlador de armazenamento e os drivers de disco como itens a verificar no erro 0x7B. Além disso, para outro computador a Microsoft não suporta a restauração sem a preparação com Sysprep (veja o quadro no início do guia). Teste a restauração no tipo de equipamento em que a imagem será usada antes de contar com ela.

Dá para recuperar um único arquivo de dentro da imagem?

Segundo o projeto, não: a imagem do Clonezilla não pode ser explorada nem montada, e não é possível recuperar um único arquivo dela, embora o projeto descreva um método alternativo. A imagem serve para recuperar o disco ou a partição. Para arquivos avulsos, use um backup de arquivos, como o backup corporativo.

Dá para clonar vários computadores de uma vez?

Sim, com o Clonezilla SE ou o lite server, que o projeto descreve como capazes de clonar mais de 40 computadores simultaneamente, com multicast; para operar remotamente, o projeto cita o suporte a PXE e Wake-on-LAN nos equipamentos. Para Windows, a Microsoft determina preparar a instalação com sysprep /generalize antes de criar a imagem para outros computadores, mesmo com hardware idêntico (documentação da Microsoft). Cenário de referência: não testamos essas versões aqui, e o Clonezilla Live usado neste guia atende uma máquina por vez.

Fontes técnicas

Veja também: como funciona o backup corporativo da Thompsontech, com monitoramento e teste de restauração.

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